Capitulo 2, Parte 1
Às 9:00AM de sábado, Mariana acordou. Não tinha notado, mas dormira muito. Talvez por Melanie, ou por não ter sido convidada ao baile dos namorados. Não sabia. Ou seus pais, também. Não paravam de brigar. Ouviam-se gritos da mãe às 6:00 da manhã de toda a casa. Os dois eram ridículos na opinião de Mariana também. Então, ela simplesmente foi escovar seus dentes, e escovar seus cabelos ruivos. Estava bem?! Ou entediada? Queria outra vida? Mariana achava que a 3ª opção era a mais adequada. Queria que tudo fosse como em seus desenhos, ou imaginação. Que existisse algum tipo de animal voador, que chegasse em sua janela e que a levasse para outro mundo. "The World Of Monkeys and People". Este seria um nome perfeito. Mariana por sua vez, não ligou muito para isso, e decidiu chamar sua prima, Ginny, de 11 anos para irem jogar cartas. Para Mariana, cartas era o jogo perfeito. Não havera outro jogo no mundo melhor que cartas. Mariana forçou-se a ser boa com a prima, já que ela era meio doida. Sua mãe (da prima), Lanne, disse que a filha estava tendo tratamentos psicológicos, por estar tendo o chamado "ataque emocional". Mariana achava que ela estava tendo um ataque emocional, de tão louca que estava. Mesmo assim, tentou ser o mais engraçada possível, com a prima problemática. Ginny foi muito estranha, o jogo todo. Tinha acabado de vencer 2 partidas, numa boa:
-Acho esse jogo o máximo! - retrucou ela, sorridente.
-Mas, Ginny - tentou ser boa, Mariana -você nunca gostou de cartas... por que diz que gosta agora?
-Por quê? Ah, minha cara, você não me conhece, sou uma garota de talento. Por mais, que eu tenha 11 anos, e você vá fazer 14 este ano, isso não quer dizer que eu sou uma fracote. Sabe, quem me ensinou isso? Este jogo idiota.
-Não é idiota - quase gritou Mariana. Sua prima estava louca mesmo.
-É sim, Mari - disse a prima, num estado emocional -Posso ser doida, mas não sou burra. Aprende comigo.
Ela começou a fazer um jogo de cartas, Coração = Copas, Espadas, e Paus. Mariana, óbvio que sabia disso, mas fingiu não saber, para a prima entreter-se um pouco.
No almoço, as duas foram, para a piscina. Outra coisa ridícula para Mariana.
-Por que estamos aqui - perguntou Mariana de boca cheia.
-Piscinas aliviam o stress.- respondeu Ginny. -E não me olhe com esta cara - retrucou ela à cara de duvidosa que Mariana fez.
-Como aliviam o stress? - Mariana começou a interessar-se pelo assunto. Talvez a prima-louca, pudesse lhe ajudar a aliviar o seu stress de dentro.
-Eu comprovo. Passe uma tarde. Qualquer dia que for. Passe ela na piscina. Relaxe, jogue as pernas pro ar, e verá que as preocupações se vão nessas águas. Eu por exemplo. Minha mãe, acha que eu sou louca. Mas eu não sou. Sei que não acredita, mas é verdade. Isso é loucura de uma fase pré-adolescente.
Mariana quis rir. Mas não conseguiu, pensando na piscina. Seria mesmo verdade?
-É verdade. Passe esta tarde na piscina, prima. Depois do almoço, irei para casa. Comprove como é bom estar na piscina.
Para a surpresa de Mariana, Ginny acabou rapidinho sua comida e foi-se jogando beijos para todos os lados. Mariana decidiu ir à piscina. Faria 2 descobertas. Se isso é verdade, e se for sua prima não é louca. Ela então foi vestir-se.

Do Melhor
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